Como vencer o ódio

Com a ira que me corrói

Entender o homem

E a violência

Como pode castigar

De um pequeno humilde

Que tem medo e dor

O masculino abusa

O feminino que abandona

Prazer do poder

Deveria morrer

Ira da realidade

Raiva da humanidade

Adulta regredida

 

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Oração de uma torcedora apaixonada pelo Timão para São Jorge

Livra-me São Jorge
De desespero na derrota
Exagero na vitória
E não sonhar com timão

Ampara-me São Jorge
No empate para que não ofenda o juiz,
Que não bulline o são paulinos,
E nem jogue resto para os palmeirenses!

Acuda-me na vitória,
Para que não exploda São Paulo,
Que não invada a Paulista
E que não infarta de amor!

O sono se perde
No pensamento da noite
Se esconde na insônia
Que vence o cansaço
Onde fica o sonho
Para relaxar a ilusão
Perdido talvez
Diante de tanta preocupação
É insônia companheira
Em todas as noites Intermináveis…

Contos ou realidade?

O lobo uivando

A bruxa voando

Ou a magia encantando?

 

Seria uma sexta sagrada

Uma lua mágica

Que unindo as duas

Tudo se transforma

 

Que durasse uma eternidade

Que envolvesse todos os cantos

Encantassem os corações

E desperta-se o sumido amor…

Há várias controvérsias,

Sou uma pisciniana,

De 18, em 78!

Sempre dizem, não diga,

Mas, eu digo, pois nada escondo,

E de tanto dizer, me discreto.

Viajo ao longo, da imaginação,

Perco-me em palavras,

Sem destino certo, trajeto correto,

Vejo ao sul, o que esperava do norte,

E ao norte, a imensidão do destino,

Às vezes, esqueço quem sou,

Transformo-me em todos,

Todos que foram, todos que passaram,

Não sei ao certo, ainda que tente,

Lembrar de tudo que passou…

Ficaram marcas, perdidas na pele,

Mas, sem saber de onde vieram!

Sou uma pisciniana,

Que borbulha no mar da esperança,

Pescada pelo amor da dignidade,

Esperando o infinito chegar,

Sem mais nada a declarar!

 

Vivo em um País
Corrupto e sujo,
Cercado de gente,
Que fecha os olhos
Para o futuro,
E só enxerga,
O próprio umbigo
No momento.

Vivo em um País,
Degenerado de honestidade,
Depredado de gente,
Que finge acreditar,
No retorno da ingratidão,
E não consegue notar,
A notória escravidão.

Vivo em um País,
Perdido e desprecavido,
De gente e obrigação,
Sorriem para desgraça,
Enquanto é do vizinho,
Vota sem saber,
Que o culpado da violência,
É o eleito descabido.

As flores do meu jardim
Contundente
Me deixam triste
Amargamente

Poesias são varias,
Vontades são poucas,
Escrever para saber,
Ou saber escrever,
Tanto faz no momento,
Como tanto fez o que passou.

Com o tempo,
A dor cresce,

Guarda a magoa da ilusão,
Carrega a ferida da vida,
Esquece a esperança,
Afoga-se na paixão,
Acaba em um dia,

Com o tempo,
A vida é esquecida,

A experiência forja o medo,
Os dias são sombrios,
A ferida é corroída,
O amor congela,
E se vê o fim…

Desabafo em letras,
As palavras do descontento,
Escondido na dor,
De ver em cada dia,
A famosa desarmonia,

Vejo a falta do pão,
A sobra do rancor,
O crescimento da dor,
Com a desunião de todos,
E a união dos falidos,

Sinto a desesperança,
Só resta a ganância,
Para ser melhor que outro,
Esquecendo o amanhã,
E nem o hoje vivendo,

Iludido estaria,
Se não fosse a dor,
Crescendo em minha´lma,
No escuro da perdição,
Sem a porta da saída!