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Poesias são varias,
Vontades são poucas,
Escrever para saber,
Ou saber escrever,
Tanto faz no momento,
Como tanto fez o que passou.

Um mundo fútil,
Imperando a inveja,
E o infantil egoísmo,
Somos todos iguais,
Mas, todos querem diferença,
Cor, raça, destino,
Esquecendo que o fim,
Ah, o fim, é igual,
Sete palmos para baixo,
E uma alma perdida,
Quem há de socorrer,
Que cor e raça ter?
E que reino viverei?
Hipócritas, digamos,
Seremos iguais,
Penando pelo espaço,
A busca de Deus,
Que tão longe estará…

Sou por inteira um eu único,
Não disfarço a vontade,
Busco a sinceridade,
E cultivo a honestidade.

Dentro de mim a semente plantada,
Que busca crescer em um mundo,
Onde não tem a semeadura,
Só a seca do desafio de seguir,

Não me escondo da verdade,
Digna de uma grande responsabilidade,
Amar e perdoar, entender e crescer,
Porque aqui é passageiro, e logo acaba,

Ainda tenho a luta de cada dia,
Para entender o próximo,
Pois, acabo me perdendo sem saber,
Ser-se-á que desse mundo eu sou?

“É tão difícil as pessoas razoáveis se tornarem poetas, quanto os poetas se tornarem razoáveis.”

 

E com sua licença (mesmo do outro lado…) continuo…

 

Não somos razoáveis,

Somos por inteiro,

O completo de um tudo,

Um instante absoluto,

 

Não deixamos os momentos,

Aos ventos correndo,

Mas, nas palavras escritas,

Para sempre guardadas,

 

Somos completos em sentimentos,

Puros e verdadeiros,

Não escondemos as verdades,

Demonstramos os sofrimentos,

 

A frase, a poesia ecoa,

Varre o tempo, e persiste,

Não disfarça e nem muda,

O que expôs na coragem,

 

Entenda quem quer,

Procure que encontrará,

Seja que vencerá,

E queira que conseguirá,

 

Somos nós, poetas verdadeiros,

Não só vestidos de sentimentos,

Mas, um coração movido à paixão,

Pela verdade, pela dor, e pelo amor…

Não que esteja cansada da vida,
Mas, vejo que nada mais entendo,
Onde colocam ponto,
Para mim é começo,
E ainda perco-me nas entre linhas,
Ou como tentar atravessar uma rua,
Olhar de um lado e de outro,
Aguarda um semáforo,
Mas, para que lado mesmo eu ia?
 
São espaços vãos,
Questões sem sentidos, vagas, vazias,
Talvez os dias estranhos,
Que esquentam e esfriam,
Ou mesmo as noites caladas,
Quando se espera um sinal,
Porém, acho que ainda é de tarde…

Eu vou tentar fazer você feliz nem que seja pela última vez…
 
Andava com tantas idéias, inspirações, e nada me saía, e essa frase acabou sendo tudo…
 
Suas promessas vãs,
Que de nada restaram,
Aquele dizer, amar,
Sem conjugar e aplicar,
 
A esperança se desprendeu,
Do seu delírio,
A minha realidade imperou,
E aqui nada ficou.
 
Aliás, sobrou um pouco das lembranças,
Das idas e vindas sem saída,
E quem sabe um fim que fosse claro,
E terminasse, o que ainda não começou…

“Socorro, não estou sentindo nada, Nem medo, nem calor, nem fogo, Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir… Já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada, Socorro, alguém me dê um coração, Que esse já não bate…”
 
Socorro,
A verdade fugiu,
A consciência tirou férias,
A violência aumentou.
 
Socorro,
O amor se perdeu,
O ódio reinou,
O perigo incendiou.
 
Socorro,
É o que peço,
É o que queria,
É o que preciso,
 
Socorro,
Para sobreviver os dias,
Para entender o momento,
Para aceitar a vida.

“Tudo isso é uma questão de saber, saber viver…”
 
Resolvi por um ponto final,
Em uma frase que nem,
Havia ao menos começado,

Seria o fim da nossa história,
Aquela sem sentido,
Anestesiada pelo tempo,
E congelada pela esperança,
 
Momentos perdidos,
De uma vontade tão grande,
Que não teria como acabar,
 
Mas, os dias, a vida, e a certeza,
Fizeram o destino mudar a rota,
Reinar uma realidade distinta,
E um novo Império começar.