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As flores do meu jardim
Contundente
Me deixam triste
Amargamente

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Dor, silêncio e desconcerto,
Que mundo indiscreto,
Onde só impera o orgulho,

Quem sou eu discreto,
Escondido no deserto do amor,
Perdido no inquieto fervor,

Queria viver a ilusão,
Uma vida completa de paz,
E encontrar a verdade,

Escondo-me na noite,
Calado na desilusão,
Desamparado na emoção…

Desabafos…

Um coração ferido,
Desiludido com os dias,
Em nada acha sentido,
Apenas vai, seguindo…

A solidão desabrocha,
Nada enxerga em esperança,
Restam traços perdidos,
De ilusão, e insatisfação,

Qual seria o novo dia,
Senão apenas da compreensão,
Para explicar uma população,
Isolada em ingratidão…

A inspiração em falência,
As tardes vazias dos dias,
O silêncio que irradia,
Os minutos que se acabam,

Não sei por aonde vou,
Nem mesmo, o que fazer,
Sei que só caminho,
Por um canto de ardor,

Ou talvez esteja enganada,
Tudo resolveu ser rápido,
E eu, esquecendo, devagar,

Assim explica os momentos,
Que decolam na velocidade,
Do vento que derruba a verdade…

Doce ilusão,

Gera um destino indiscreto,

Que de tão sofrido,

Perdeu-se na imensidão,

 

Um caminhar sereno,

Que acreditava no destino,

Desviou-se no beco escuro,

De uma tão perdida paixão,

 

Hoje vaga só,

A procura de um rumo,

Um trajeto mais coerente,

Que cicatrize as marcas doentes,

 

Não que irá desistir,

Pois o romântico puro persiste,

E segue em busca da esperança,

A eterna companheira das lembranças…

O incrível da poesia,

São seus dois ápices,

Amor ou Dor,

 

Sempre nas palavras,

São resolvidas as questões,

Iniciando ou terminando,

 

Na alegria, contagia,

A imaginação se perde,

Um êxtase irradia,

 

Na dor, o desespero,

Pensar que não seguiu,

E o coração miserado ficou…

É o mal de todo poeta, amar, amar, amar, sofrer, amar, cansar, mas, nunca parar… de amar…

 

Sonho instantes calados,

Derretidos de amor,

Esperando que você,

Ainda veja o meu viver,

 

Parece que o mundo para,

Quando passa por mim,

E não consegue notar,

O quanto tenho para te dar,

 

Dizem que o tempo resolve,

Mas, como calar o coração,

Que não cansa de esperar,

Com afago sua paixão…

 

Começou Cazuza… “Flit paralisante qualquer”… Acabou Djavan… “Sede de amor… Um lance novo que despertou…”.

 

Cada dia tenho mais certeza de que caí no Elo Perdido…rs..!!! Cadê o caminho de casa… Júpiter… SOS….

 

A realidade do ser humano,

Hoje a calha de desavença,

Uma picada de tristeza,

Duas toneladas de egoísmo,

E esquecer de olhar dos lados!

 

Tudo poderia ser fácil,

Mas, é melhor complicar, e piorar,

O que um sorriso e um afago,

Muito poderia dizer!

 

O imperialismo dentem,

Fazendo sentir único e só,

Querendo o mundo resumido,

Em egocentrismo destemido,

 

Esquecem de entender,

De dividir, compartilhar,

Saber aceitar e compreender,

Chega esquecer que o amigo próximo,

Tem outros amigos próximos….

 

Faz um bocado de contradição,

No que é ferida e o que é amor,

Interpreta palavras perdidas,

Em resumos descabidos,

E põem final onde não há começo,

 

Destrói uma construção de anos,

Rompe a esperança em magoa,

Quer uma atenção incabível,

Onde não percebe que não é uma,

Mas, sim bilhões, de humanos…

 

 

“AINDA que eu falasse…”

 

Seria algo como, ao mestre com carinho, Lenine, preciso da divina “Paciência”, e ouvindo… e tentando “fingindo ter paciência…a gente espera do mundo…a vida não para…”
 
Por onde anda a paciência,
Esse instinto de calma,
Que deve ter tirado férias,
 
O tempo para mim traiçoeiro,
Momentos então, fingidos,
E verdades destorcidas,
 
Eu aqui continuo,
Tentando esperar um concreto,
Para uma esperança já reprimida…
 
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Perdido estou,
Ainda tento me achar,
Cada dia uma esquina,
Inquieto e aborrecido,
Espero o que não tem,
Nem o sentido,
Caminha ao meu lado,
Insisto e repito,
Ainda tento me achar…
 

“Há muito tempo eu vivi calado, mas agora resolvi falar…”
“E há tempos o encanto esta ausente…”
“E da metamorfose que eu sou…”
“Chega de tentar dissimular e disfarçar e esconder…”
“A longevidade do sentimento…”
 
O silêncio invade os momentos,
Como um apocalipse,
Rompendo a esperança,
E dissolvendo os dias,
Com difíceis lembranças,
 
Parece até a erupção,
Dos sentimentos profundos,
Desfalecendo por instantes,
Tão mal resolvidos,
Que as respostas se perderam,
E a verdade invadiu,
 
Não guardo nem ao menos,
O ontem que mesmo tão perto,
Quebrou-se em pedaços,
Espalhou-se de tal maneira,
Que derreteu nos sentimentos,
 
Nem o fim consigo chegar,
De tão perdida nesse “mundão”,
Que meus sonhos, e minhas ilusões,
Distorcem-se, evacuando por entre linhas,
Que endoidece toda aquela imensidão,
De vontades, desejos e vitórias…