Perdi o grande amor,
Da minha vida,
A troco de um nada,
Molhado pela chuva,
Que não para de cair,
 
Desperdicei a chance,
Aquela única que passou,
Hoje analiso o porquê,
E já me arrependo,
Sem nem mesmo saber,
 
Talvez a tristeza,
Que ancorei na minha vida,
O medo que instalei,
No meu coração,
Ou a decepção,
Que tanto já vivi,
Fez-me desperdiçar,
O que nem mesmo senti,
 
Agora é a água da garoa,
Lavando-me o físico,
Tentando limpar as feridas,
Mas, tão internas e profundas,
Que parece prejudicar,
Fortalecendo o desespero,
De lembrar o que joguei,
 
Como elas, as gotas escorrendo,
Fiz eu com meu amor,
Fui deixando achando,
Que seria eterno,
Mesmo não considerando,
Que como a chuva para,
Ele também poderia acabar,
 
As águas acabam,
Além das nuvens passarem,
O amor se deteriora,
Com o tempo esquecido,
E ainda, nem ao menos,
Vivido…
 
O que fiz eu da minha vida,
Como perdi minhas chances,
Agora sinto que brinquei,
Achei que era uma torneira,
Que abriria quando queria,
E fechava quando cansava,
Mas, o poço secou,
E o amor dela por mim,
Esvaziou-se…

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