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Fui assaltada, em plena razão,
Roubaram o meu pobre coração,
O destino rompeu o sentido,
Desesperado seguiu um caminho,
Não sabia para onde ir,
E muito menos o que fazer,
Perdido e com medo ficou,
O que faria agora, perguntou,
Sugeriam que mesmo assim,
Continuasse a seguir a vida,
Que um dia o futuro explicaria,
Mesmo que quando roubado,
E ainda que não mais sendo seu,
Quem levou deverá saber cuidar…
Madalena por aqui passou,
Deixou João a esperar,
E a saudade imperar…
Sendo que Maria bem tentou,
Consolá-lo da solidão,
Que amargava seu coração,
Mas, nada adiantou…
E Madalena seguia,
Para encontrar seu amor, Mathias,
Que longe se escondia,
Tão malando que era,
E a pobre por ele encantava,
Mas, só peripécias aprontava…
E não é que mesmo sendo assim,
Mathias se apaixonou por Maria,
Porque via o quanto ela sofria,
Pelo cego do João,
Tanta dó que lhe tomou,
Que nem seu coração agüentou…
Madalena que amava Mathias,
Mathias que amava Maria,
Maria que amava João,
E João que amava Madalena…
“Sede de amor, febre de anseio…”
Já devo ter escrito muito ao som de “Fly me to the moon…”, mas, o que posso fazer, se ela sempre estará nas inspirações… com Sinatra, e o coração…
Voe comigo ao longe,
Em busca de um paraíso,
Que estará no infinito,
Esperando nossa chegada,
Vamos sem fronteiras,
Superar barreiras.
De um trajeto,
Que aliou minha´lma a sua,
Em outras maneiras,
Esquecer o impossível,
Vencer o medo do agora,
E já viver no amanhã,
Nada mais nos aquieta,
Com tanto calor de amor,
Só resta o caminho seguir,
E um destino construir…
“A paixão é a maquiagem dos defeitos da alma.” André Koloszwa
Quando li essa frase, de primeiro não gostei, depois entendi de várias formas, então resolvi em poesia justificar uma…
A paixão esconde medo,
Mostra a vontade do infinito,
Tira todos os defeitos,
E enfeita os caminhos,
Ela mostra sua bandeira,
Enfeitada de alegria,
Decorada com calor,
Entra por todas as portas,
Se espalha nas emoções,
Toma conta dos dias,
E tira o sono das noites,
Simples e tenta ser perfeita,
Pois não encontra diferença,
Em raça, cor ou inocência…
Dizer da saudade,
O tempo que foi,
E a lembrança que ficou,
Dizer do momento,
Um agora do instante,
Que passa como vento,
Dizer do amanha,
Difícil de entender,
Tão longe se encontra,
Dizer do amor,
Quando concreto,
Não e dito, apenas vivido…
Um dia entenderei porque não entendem poesias… Escrevemos pela emoção, ela fala mais que a razão, e nos deixa perdido na imaginação, e o que saí, são contextos reais, que de tão transparentes fica difícil de ver…
E ainda dizia Zeca Baleiro:
“Eu bem que tento, tento
Tento entender
Mas a minha alma
Não quer nem saber
Só quer entrar em você..”
E continuando segui eu:
O amor transgride,
Escala o infinito,
E busca a perfeição,
Influencia minha´lma
Que se entrega no puro,
No físico compacto,
Onde preenche o que falta,
Faz o carnal se perder,
A libido escondido vencer,
E a emoção derreter…
Pelo instinto de vontade,
De um coração disparado,
Em busca da imortalidade,
Para que não morra o que nasce…
