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Doce ilusão,

Gera um destino indiscreto,

Que de tão sofrido,

Perdeu-se na imensidão,

 

Um caminhar sereno,

Que acreditava no destino,

Desviou-se no beco escuro,

De uma tão perdida paixão,

 

Hoje vaga só,

A procura de um rumo,

Um trajeto mais coerente,

Que cicatrize as marcas doentes,

 

Não que irá desistir,

Pois o romântico puro persiste,

E segue em busca da esperança,

A eterna companheira das lembranças…

O incrível da poesia,

São seus dois ápices,

Amor ou Dor,

 

Sempre nas palavras,

São resolvidas as questões,

Iniciando ou terminando,

 

Na alegria, contagia,

A imaginação se perde,

Um êxtase irradia,

 

Na dor, o desespero,

Pensar que não seguiu,

E o coração miserado ficou…

É o mal de todo poeta, amar, amar, amar, sofrer, amar, cansar, mas, nunca parar… de amar…

 

Sonho instantes calados,

Derretidos de amor,

Esperando que você,

Ainda veja o meu viver,

 

Parece que o mundo para,

Quando passa por mim,

E não consegue notar,

O quanto tenho para te dar,

 

Dizem que o tempo resolve,

Mas, como calar o coração,

Que não cansa de esperar,

Com afago sua paixão…

 

Começou Cazuza… “Flit paralisante qualquer”… Acabou Djavan… “Sede de amor… Um lance novo que despertou…”.

 

Cada dia tenho mais certeza de que caí no Elo Perdido…rs..!!! Cadê o caminho de casa… Júpiter… SOS….

 

A realidade do ser humano,

Hoje a calha de desavença,

Uma picada de tristeza,

Duas toneladas de egoísmo,

E esquecer de olhar dos lados!

 

Tudo poderia ser fácil,

Mas, é melhor complicar, e piorar,

O que um sorriso e um afago,

Muito poderia dizer!

 

O imperialismo dentem,

Fazendo sentir único e só,

Querendo o mundo resumido,

Em egocentrismo destemido,

 

Esquecem de entender,

De dividir, compartilhar,

Saber aceitar e compreender,

Chega esquecer que o amigo próximo,

Tem outros amigos próximos….

 

Faz um bocado de contradição,

No que é ferida e o que é amor,

Interpreta palavras perdidas,

Em resumos descabidos,

E põem final onde não há começo,

 

Destrói uma construção de anos,

Rompe a esperança em magoa,

Quer uma atenção incabível,

Onde não percebe que não é uma,

Mas, sim bilhões, de humanos…

 

 

“AINDA que eu falasse…”

 

Seria algo como, ao mestre com carinho, Lenine, preciso da divina “Paciência”, e ouvindo… e tentando “fingindo ter paciência…a gente espera do mundo…a vida não para…”
 
Por onde anda a paciência,
Esse instinto de calma,
Que deve ter tirado férias,
 
O tempo para mim traiçoeiro,
Momentos então, fingidos,
E verdades destorcidas,
 
Eu aqui continuo,
Tentando esperar um concreto,
Para uma esperança já reprimida…
 
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Perdido estou,
Ainda tento me achar,
Cada dia uma esquina,
Inquieto e aborrecido,
Espero o que não tem,
Nem o sentido,
Caminha ao meu lado,
Insisto e repito,
Ainda tento me achar…
 

“Há muito tempo eu vivi calado, mas agora resolvi falar…”
“E há tempos o encanto esta ausente…”
“E da metamorfose que eu sou…”
“Chega de tentar dissimular e disfarçar e esconder…”
“A longevidade do sentimento…”
 
O silêncio invade os momentos,
Como um apocalipse,
Rompendo a esperança,
E dissolvendo os dias,
Com difíceis lembranças,
 
Parece até a erupção,
Dos sentimentos profundos,
Desfalecendo por instantes,
Tão mal resolvidos,
Que as respostas se perderam,
E a verdade invadiu,
 
Não guardo nem ao menos,
O ontem que mesmo tão perto,
Quebrou-se em pedaços,
Espalhou-se de tal maneira,
Que derreteu nos sentimentos,
 
Nem o fim consigo chegar,
De tão perdida nesse “mundão”,
Que meus sonhos, e minhas ilusões,
Distorcem-se, evacuando por entre linhas,
Que endoidece toda aquela imensidão,
De vontades, desejos e vitórias…

Sem perguntas, ouvindo a Calcanhoto, uma parte me levou a isso… ”Você não tem medo de mim, você tem medo é de amar…”. Insisto em dizer que é mal de poeta, tudo nos inspira…
 
Você perdeu,
Uma mulher que te amava,
Que te dava o céu,
Cantava musicas românticas,
Fazia a noite ser eterna,
Tornava-te um rei,
Não cansava de esperar,
Mas o tempo, há o tempo,
Ele desgasta a esperança,
Os momentos,
Esses vão se distanciando,
Acabando com as emoções,
E só deixando uma lembrança,
Que mesmo boas,
Acabam difíceis,
Os sinais se escondem,
E quando uma luz aparece,
A vontade se desprende,
E diz não a situação,
Sou louca, ou fui louca,
Não procuro entender,
Isso foi à conseqüência,
De não ter medo,
E muito menos,
Me arrepender,
Um dia aprenderá,
Que o amor, esse bendito,
Não que termine,
Mas, cresce, muda,
E toma novos caminhos,
Conosco isso aconteceu,
Seguiu outros rumos,
Onde você não conheceu…

Poesia para malandro, e claro, essa ouvindo Seu Jorge, “No jantar era a mesma fartura do almoço, E ainda tinha opção, É mais dei mole ela me dispensou…” ! Vacilão, perfeito! Fora na voz desse homem…
 
Dei amor, carinho,
E atenção,
Mimei, chamava de meu,
Sonhava contigo,
Fazia-te um Rei,
E você não pensou,
Pulou fora,
Foi malandro,
Quis a porta da saída,
E achou que tinha volta,
Eu então te mandei,
Esperar na esquina,
E feliz, acho que,
Entrava na sua,
Pois é meu caro,
Agora dançou,
Meu coração sofredor,
Já despertou,
E, um novo amor,
Espaço nele já tomou…
 
Não deixe de ouvir:
http://www.mp3tube.net/br/musics/Badi-Assad-e-Seu-Jorge-Vacilao/12600/

“Foi um rio que passou em minha vida, e o meu coração se deixou levar…”
 
Cansei da esperança,
Quero a realidade,
A vida não me responde,
E os dias demoram passar…
 
Meu frágil coração,
Que cansou de aguardar,
Respostas que não chegam,
E momentos esquecidos…
 
Fica só a tristeza,
De não entender,
O sentido tomado,
Pelo sentimento inacabado…
 
Não mais espero,
Soluções para o abismo,
De um caso nunca resolvido,
E o amor agora, falecido…
 

Como dizem a fila anda, e eu reforço, o ônibus circula!!! Às vezes como é duro ser poeta, e ainda fingidor… tempo para pensar não ajuda, só destrambelha….
 
Querer entender o amor,
Um verbo simples de conjugar,
Com aquele nome amar,
Quatro letras que dizem muito,
E ainda um sentimento,
Sem nenhum sentido…
 
Mesmo quando achamos,
Fácil de praticar,
Não reparamos a conjugação,
Se é o eu amo, nós amamos,
Ou até mesmo passado,
Eu amei…
 
Aqui o quem cala não consente!
Porque não entende o que sente,
E nem imagina o verbo praticado,
Nas entre linhas da vida,
Com os vai e vens do destino…
 
O resultado da operação amar,
Seria talvez o futuro mostrar,
Mas qual a real situação,
Que isso tudo poderá levar?

“Amo tanto de tanto amar em Manágua temos um “chico”…”

 

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