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Rogo te que me ajude,
Não me deixe guardar magoas,
Livre-me da dor que cresce,
Que eu aceite a todos,
Mas que todos, ou uma maioria,
Entenda-me,
Que tenho no coração,
Amor sem tamanho,
E ainda mais, sem fim…

Que a tristeza que me invade,
Vá embora com a enxurrada,
De esperança que irá mandar,
Que eu aceite os desafios,
Os principais e mais complexos,
Oferecer sem cobrar,
Amar sem esperar,

E que eu possa assim vencer,
O destino que me deu,
Como eu a ti prometi,
Que seguiria sem sofrer,
Para assim poder vencer,
O tão complexo viver…

E porque não o Amor, para comemorar 2010?? Independente de como, existe sentimento mais puro???

Renda ao amor,
Ao frio que amedronta,
Mesmo com o medo,
Que entristece,
Não esqueça,
Que ele te aquece,

Viva intensamente,
O poder de amar,
Mesmo sem recíproca,
O coração bate feliz,
Ainda que não entenda,
Mas, motivo para viver,

Todo dia, um novo dia,
Não se sabe o amanhã,
Nem mesmo o hoje,
Apenas respire o momento,
E ame, ame, e ame,

O amar faz bem
Ainda que haja problemas,
Que não seja perto,
Que não viva junto,
Mas, que ame viver,
E ame saber amar…

Feliz 2010!

Precisamos aproveitar mais o tempo,
Não deixá-lo passar tão rápido,
Como anda acontecendo,
E mais, segurar as oportunidades,
Aproveitá-las, porque amanhã é muito longe,
Ainda, quem disse que devemos dormir,
Se quando partimos dessa, assim dizendo,
Vamos ao descanso eterno…

Pergunto ainda,
Por que dizer sobre cansaço?
Quando podemos ter toda a energia,
Os segundos têm milésimos,
Que devem ser aproveitados,
E não desperdiçados!
Sim, viva, viva, e viva muito,
Porque lembre-se, ela acaba…

Não precisamos entender pecados,
Eles não existem, nós criamos,
Precisamos é viver a vontade,
Comer muitas maças,
Ser muitos Adãos e Evas,
Amar, aproveitar, e entender,
Que cada momento será guardado,
E nunca mais vivido…

Por isso, não perca tempo,
Não desperdice tempo, viva todo tempo,
Deixe a preguiça que ela atrapalha,
Viva a vontade que ela é grande,
Seja por instantes imortal,
E não esqueça nunca,
De viver, viver, e aproveitar,
O que tão rápido irá passar…

E porque não João e Maria?

“Triste fim”
Disse Assis,
Enquanto passava,
Ao lado de Maria,
Que derramada no chão,
Aos prantos de um mar,
Mostrava o coração,
Despedaçado ao léu,
Depois de ver João,
Derretido pelo sol,
Que brilhava todo dia,
No seu olhar desamparado,
Nele o calor,
Que na terra não tinha,
Via lá um semblante,
Que no homem,
Nunca encontrou,
Sabia do seu tamanho,
E nada seria maior,
Achava que lá seria o Rei,

O Rei de Penélope,
Ou o mártir de Cleópatra,
Então o Deus de Madalena,
Mas, aqui não tinha,
Mais o seu espaço,
Nem mesmo o seu pudor,
Disse então a Maria,
Que daqui partiria,
Como, ainda não sabia,
Mas, aqui não mais cabia,

Até hoje,
Ninguém sabe,
Por onde foi João,
Mas, como Jorge na lua,
Vive João no Sol,
E a chorar Maria…

“Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas… continuarei a escrever “ – Clarice lispector

 

Clarisse disse, e eu acho que continuo igual a ela, mesmo sendo alguns anos depois….

 

Escrevo, poeto, imagino,

O que seja afirmo!

Não há respostas,

Só as dúvidas unidas…

 

Um mundo que não caibo,

Uma vida que não levo,

Um caminho que não sigo,

Um momento que não vivo,

 

Procuro o eterno, o infinito,

Onde nada tem fim,

E nem sequer uma saída,

Para resolver o começado,

 

Quero o frio para entender,

O calor para viver,

O Outuno para saber,

E a primavera para sorrir…

Os sentimentos invadem a alma,

Tomando todo o espaço,

Da tão simples imaginação,

 

Ocupa tanto e tão forte,

Que impede a pobre de crescer,

E cultivar o que tanto gosta,

 

Faz de tudo um silêncio,

Mas, que de tão brando e macio,

Não impede o tempo de correr,

 

Então as palavras se perdem,

Não acham complementos,

E ficam no abrigo da emoção…

Amor puro,

Nasce aos poucos,

De dentro dos momentos,

Reparando no tempo,

Esperando situações,

Logo ele vai crescendo,

Unindo as vontades,

Invadindo as emoções,

Sabendo viver nos corações…

“Entre tantas paixões… esse encontro nos dois…”

 

Por entre todos,

Os “vai e vens” da vida,

Arrependimento no coração,

Invasões perdidas,

O nosso encontro,

E você dominando,

Um espaço ainda não preenchido,

Que sempre vagou sozinho,

A espera de um destino,

De alguém que rendesse,

E invadisse aquela parte,

Que nunca teve conforto,

De um encontro na multidão,

O olhar que entregou,

Esse amor que chegou,

E a esperança feliz entendeu,

Que o tempo mostra,

Onde o destino traçou…

 

Um instante o olhar,

Depois o sorriso,

E a conseqüência,

Sobrou apenas o amor,

 

Parece diferente,

E ao mesmo tempo igual,

Sentimentos misturando,

Sonhos tornando reais,

 

Vontades que crescem,

Entendimentos amadurecem,

Paciência com o tempo,

E feliz de momento,

 

Resumo um caminho,

Para seguir o destino,

De uma trilha calma,

Que não tenha fim…

No meio da multidão,

Um Sinhô mudou,

Esse meu pobre coração,

Já cansado de buscar,

Alguém para nele morar,

 

De tantos tropeços,

Ficou amigo do medo,

E de repente,

Em silêncio e tímido,

Procurou se aproximar,

Daquele olhar azul,

Que clareava a imaginação,

 

Sonhava ao longo,

Criando a esperança,

E quando menos esperei,

Um beijo roubado ganhei,

Fazendo tudo mudar,

De momentos leves,

Para inesquecíveis…

 

Janeiro 2010
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