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Vejam só, três anos de wordpress… e mais alguns de blog, e outros alguns de poesias…

Uma primavera fria e calada,
Que não colore as flores,
O nascer de cada dia,
Não sinto mais o perfume,
Da famosa “Dama da Noite”,
Parece sentir a dor como nós,
Dessa severa realidade,
Onde o homem tudo confunde,
E tão moderno se acha estar,
Não enxerga a dura verdade,
De com o mundo deteriorando,
O povo com ele, acompanhando,
Nem mesmo amor, conhecem mais,
Continuam a matar, queimar e destruir,
Parecendo para uns, normal,
E para outros na TV um absurdo,
Porém, nada fariam para ajudar,
Pois, tudo cansaria e seria perigoso,
Essa é a nossa vida,
Por isso a primavera não floriu,
Enxerga no mundo a tristeza,
E não tem forças para brotar,
O que seria cultivado,
Se ainda houvesse o amar…

Sou um torcedor apaixonado,
Um fiel de emoções,
Lances, empates, derrotas,
E goleadas que tiram o fôlego,

Como um Gavião,
Vôo longe com a vibração,
De ver em campo,
O time do meu coração,

Corinthians grande,
Leva junta a torcida,
Unida e verdadeira,
De garra e companheira!

Parabéns Timão

Álvares partiu,
Anjos o encontrou,
Machado perguntou,
Oswald respondeu,
“Segue pescador,
Que a dor já sorriu…”

Bilac protestou,
Drummond não entendeu,
Bandeira duvidou,
Então Pessoa esclareceu,
“Lá de longe tudo se vê,
Aqui no perto nada se crê…”

Você canta no infinito
E eu te ouço no destino,
Respiro o ar que envolve,
Na sintonia do envio,
 
As margens da distância,
Não apagam a lembrança,
De sentir o seu calor,
Em todo o nosso mundo,
 
Partiu, mas sua marca ficou.
Deixando uma presença única,
Que sua melodia faz movida aos ventos,
Onde ainda registra momentos…

“É tão difícil às pessoas razoáveis se tornarem poetas, quanto os poetas se tornarem razoáveis.”  Pablo Neruda

Porque o nada acontece,
O talvez não existe,
A consciência insiste.
 

A poesia que nasce,
O instante persiste,
Porque o poeta consiste,
 

Do razoável não entendemos,
O impossível compreendemos,
E no infinito nos corrompemos…

Isso é Clássico, e ainda vem um Filme… Mas, essa vai para TSH, Ivo e “Os Desafinados”…

 

“Que no peito dos desafinados também bate um coração…”

 

Os desafinados…

 

Cantamos com o coração,

As verdades da emoção,

Fazemos do amor a inspiração,

E do sentimento a imaginação,

 

Vivemos com a lua,

Sonhamos com o sol,

Um dia que não termina,

E momentos tão rápidos,

 

Somos sim desafinados,

Perdidos em paixões eternas,

Que tomam conta da vontade,

E vencem até nossa coragem…

 

Nos entregamos ao destino,

Esse sutil mago discreto,

Que não revela o amanhã,

E manda seguir no hoje…

 

Por isso amamos com medo,

Nos emocionamos com o nada,

Um instante inspira,

E a ilusão nos acompanha…

 

 

Primeiro para My Lovely TSH…

 

Segundo, uma coisa “Breguissima” inspirada em Waldick Soriano, que nos canta Perfume de Gardênia!

 

Dever para o pobre coração,

É tão fácil de paga-lo,

Só precisa de alguns beijos,

Para enchê-lo de emoção…

 

Ele é rico de alegria,

Esbanja-se com fervor,

De querer seu amor,

Por momentos de ternura…

 

Os devaneios de multidão,

Que se espalha por lados,

De uma vida alucinada,

Toda feita de paixão…

 


Hoje devo estar no “cumulo” da inspiração, foram 6 poesias!!! Então melhor aproveitar… E essa é para Vinicius de Moraes…

 

Poetinhas vagabundos,

Quem somos nós,

Relés alcoolizados,

Pela bebida do amor,

 

Bebemos todos os drinques

Bem servidos da companhia,

Degustados pela paixão,

Que desce forte pelo coração,

 

Somos verdadeiros viciados,

Vagamos na loucura,

Vivemos do cálice de amar,

Mesmo que não sejamos amados,

 

Esse todo que nos inspira,

Às vezes se esconde em um gole,

E incendeia o fogo que arde

Dentro desse amor vivido…

 

=)

 

“Poeta, poetinha vagabundo
Quem dera todo mundo
Fosse assim feito você
Que a vida não gosta de esperar
A vida é pra valer
A vida é pra levar
Vinicius, velho, saravá”

Samba Para Vinicius
(Toquinho e Chico Buarque)

Fernando Pessoa sempre me inspira… Essa poesia dele então identifica cada um de nós… apenas um trecho que nunca me cansarei… “Autopsicografia”

 

“O poeta é um fingidor,

Finge tão completamente,

Que chega a fingir que é dor,

A dor que deveras sente.”

 

 

Finjo, por entre frases,

O que a realidade esconde,

Do sentimento vivido,

 

Entrego nas palavras,

O que esconde o coração,

Por entre artérias volumosas,

 

Deixamos tudo de dentro sair,

E nada de fora interromper,

As poesias derretidas,

 

Muitas vezes de amor,

Outras tantas a dor,

Mas sempre com calor,

 

Que nos invade,

Com uma força invencível,

De desabafar o impossível,

 

Esquecemos que serão vistos,

E algumas vezes entendidos,

Mas, outras que podem assustar,

 

Tente entender poetas,

Insanos conscientes,

Que desperta por versos…

Já o admirava muito, depois então….acho que só uma poesia para demonstrar…

 

Cansei de Homens,

Frágeis e relevantes,

Que não sabem sonhar,

E muito menos aproveitar,

As delicias de amar,

 

Que sejam minutos,

Um dia, ou um ano,

Mas, será vivida,

Curtida em instantes,

E imortalizada as lembranças,

 

Quero aquele que aceite,

As verdades da loucura,

O momento que não acaba,

Um infinito que surge,

E o amor que começa…

 

“Dizem que sou louco, por eu ser assim…” Essa é dedicada para Ney Matogrosso!

 

 

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