Neruda dizia…

“É tão difícil as pessoas razoáveis se tornarem poetas, quanto os poetas se tornarem razoáveis.”

 

E com sua licença (mesmo do outro lado…) continuo…

 

Não somos razoáveis,

Somos por inteiro,

O completo de um tudo,

Um instante absoluto,

 

Não deixamos os momentos,

Aos ventos correndo,

Mas, nas palavras escritas,

Para sempre guardadas,

 

Somos completos em sentimentos,

Puros e verdadeiros,

Não escondemos as verdades,

Demonstramos os sofrimentos,

 

A frase, a poesia ecoa,

Varre o tempo, e persiste,

Não disfarça e nem muda,

O que expôs na coragem,

 

Entenda quem quer,

Procure que encontrará,

Seja que vencerá,

E queira que conseguirá,

 

Somos nós, poetas verdadeiros,

Não só vestidos de sentimentos,

Mas, um coração movido à paixão,

Pela verdade, pela dor, e pelo amor…

Publicado em:  on Dezembro 20, 2008 at 2:43 pm Deixe um comentário

Indignação…o População…

Cada dia o que levo,

É a infeliz Indignação,

De ver um povo falso,

Que prolifera por todo lado,

Acreditar que seria melhor.

E sente o tombo da decepção,

 

Palavras se perdem,

Acusações espalham,

Indiferenças aumentam,

Turbulências ganham força,

Sentimentos são esquecidos,

E realidade tristemente vivida,

 

Esse é um mundo fechado,

Com medo de um futuro aberto,

Não tem caráter, nem posição,

Só um muro de ilusão,

Do podre, sujo e selvagem…

Publicado em:  on Dezembro 16, 2008 at 1:26 am Deixe um comentário

Razoáveis…

“É tão difícil às pessoas razoáveis se tornarem poetas, quanto os poetas se tornarem razoáveis.”  Pablo Neruda

Porque o nada acontece,
O talvez não existe,
A consciência insiste.
 

A poesia que nasce,
O instante persiste,
Porque o poeta consiste,
 

Do razoável não entendemos,
O impossível compreendemos,
E no infinito nos corrompemos…

Publicado em:  on Dezembro 3, 2008 at 2:01 am Comentários (1)