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“Pobre coração, sempre escravo da ternura…”
Ah! Bendito Amor,
Que invade,
O meu pobre coração…
De tão humilde,
Vive perdido na ilusão,
Respira o ar da emoção,
E vive, só, movido a paixão…
Ama tão loucamente,
Que não se encontra,
Esperando ser envolvido,
Por um afago nos seus braços,
Se perde nos dias e noites,
Querendo dos sonhos, realidade,
Da vida um destino ao seu lado,
Sendo você meu eterno namorado…
“Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas… continuarei a escrever “ – Clarice lispector
Clarisse disse, e eu acho que continuo igual a ela, mesmo sendo alguns anos depois….
Escrevo, poeto, imagino,
O que seja afirmo!
Não há respostas,
Só as dúvidas unidas…
Um mundo que não caibo,
Uma vida que não levo,
Um caminho que não sigo,
Um momento que não vivo,
Procuro o eterno, o infinito,
Onde nada tem fim,
E nem sequer uma saída,
Para resolver o começado,
Quero o frio para entender,
O calor para viver,
O Outuno para saber,
E a primavera para sorrir…
Os sentimentos invadem a alma,
Tomando todo o espaço,
Da tão simples imaginação,
Ocupa tanto e tão forte,
Que impede a pobre de crescer,
E cultivar o que tanto gosta,
Faz de tudo um silêncio,
Mas, que de tão brando e macio,
Não impede o tempo de correr,
Então as palavras se perdem,
Não acham complementos,
E ficam no abrigo da emoção…
