Não que esteja cansada da vida,
Mas, vejo que nada mais entendo,
Onde colocam ponto,
Para mim é começo,
E ainda perco-me nas entre linhas,
Ou como tentar atravessar uma rua,
Olhar de um lado e de outro,
Aguarda um semáforo,
Mas, para que lado mesmo eu ia?
São espaços vãos,
Questões sem sentidos, vagas, vazias,
Talvez os dias estranhos,
Que esquentam e esfriam,
Ou mesmo as noites caladas,
Quando se espera um sinal,
Porém, acho que ainda é de tarde…
Alta Noite
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