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Hoje foi o dia cantarolando “Você Abusou” (não tem jeito, sou classicaaaa… escolha a opção para ouvir, adoro o Simonal)!“Você abusou, tirou partido de mim abusou…
 
Tanto te esperei,
E você nunca chegou,
Passavam-se as estações,
No frio a falta do seu calor,
O verão, o quente da emoção,
De sentir sua presença,
A primavera, de sorrisos floridos, 
No seu semblante,
E o outono, refrescando a saudade,
De um momento que não passou…
 
E hoje cansada, não aguardo,
Faço o tempo correr,
Mas, ele parece estacionar,
Fingindo estar tudo bem,
Pensando que você pode voltar,
De encontro com a esperança,
Que tudo vai melhorar,
Sendo na verdade,
O abuso da vontade,
De acreditar que um dia,
Você possa me completar…

Vamos lá Ney e Chico! Somos todos os “perdidos” do Querubim…
 
Sou um X às avessas,
Navegando perdido na terra,
 
A cada dia uma lembrança,
De um nada nessa vida!
 
Um mundo pobre e de cobrança,
Que faz derreter a esperança!
 
Por entre becos sem saída,
De caminhos escurecidos,
 
Diríeis, eu mais um rico aventureiro,
Afirmaria um pobre marreteiro!
 
Mas, ainda trafego por entre encalços,
Mesmo que com tudo, ainda esteja descalço,
 
E não guardo as asperezas dos momentos,
Porém reforço as alegrias dos segundos…
 

Pedro sempre mandando muito bem, já me ganhou faz é tempo!!! Mas, essa é a nossa do momento… “Caminhar ao sol…”
 
A vontade venceu!
Estou livre ao vento que sopra,
E ao amor aberto ao acaso,
 
Tudo espero, mesmo sem pensar,
Nem o tempo incomoda,
O que a esperança vai buscar,
 
Seguir aberto pela vida,
Entre as montanhas e as saudades,
De um hoje que esta bem.
 
Não fico no aguardo,
Abro a mente e o coração,
E o meu dia faz da vida a emoção…

Essa vai para duas pessoas, que para mim são incríveis!!! Uma é o meu querido amigo Du (que, aliás, foi o causador de lembrar do próximo…rs..) e ao meu estimado Renato Russo (que não adianta sempre, sempre estará presente…)

O universo tão enorme,
Que não me encontro,
Aliás, só me afasto…
 
Um mundo em que não vivo,
Sobrevivo nas pedras,
As pálpebras da evolução,
Que para mim, é redução,
 
Não sei do sentido,
Tento buscar a razão,
Para entender solução,
 
E o que resta de correto,
Ainda discordo,
Porque nem o infinito explicaria,
A decepção de cada dia…


Vim pensando nessa… alias, ouvindo essa, da Matta arrasou mais uma vez! Sei lá, ou seriam anos 80.. eu preciso de.. deixa, é Boa Sorte…
 
Um basta à última chance,
Aquela que se perdeu,
Por entre linhas da realidade,

O caminho traçado,
Hoje acabado, nada tem,
E o especial, começa esfriar,
 
Um talvez para tudo isso,
Ou melhor, o abstrato,
Tão longe do concreto,
Que nunca aconteceu…
 
O sentido hoje, seria o silêncio,
Mas, o coração não cala,
O sentimento impera,
E a verdade se revela…

Foi um lindo amor….pena não sobreviver….
 
O tempo encaixa,
Um passado apaixonado,
Momentos tão eternos,
De sentimentos despertados…
 
Hoje nada resta,
Um pouco de medo,
Achando que podia ter sido mais,
E que tão de repente acabou…
 
Ainda fica a música que marca,
O dia que te vi e entendi,
Que para o coração não tem distância,
E a paixão tem um fim…

Alguém me explica, por favor,
Onde encontro à saída,
Do caminho da ilusão?
 
Prometo todo dia esquecer,
O que nem mesmo acontece,
Mas, a maldita enobrece…
 
Aquele andar passageiro,
Um sonho demorado,
E uma emoção devorada,
 
Por um nada que não entendo,
Como cresce a cada dia,
Sem ao menos ter sentido!
 
Será a complicada paixão,
Que não me deixa em paz,
Tentando entender a solidão…

Como já dizia a Elis…” A esperança equilibrista…tem que continuar…”
 
São momentos plausíveis,
Pendurando a esperança,
Sem saber o que virá!
 
Sínteses em construção,
De ideologias passageiras,
E vontades em fronteiras,
 
Traições da verdade crua,
Em uma realidade escura,
Esperando o que vai dar.
 
Nem mesmo o tanto pensar,
Consegue entender,
O rumo que a vida terá.
 
Diante da eternidade,
O equilíbrio da vaidade,
Ainda vai superar,
 
O medo da intenção,
De um dia entender,
Esse seu maldito querer…
 

 

Por onde anda o amor?
Desvairado pelo mundo,
A procura de um rumo,
Ou no deserto,
Escondendo-se de um futuro?
 
A cada dia olhando ao redor,
Vejo a falta que faz a esperança,
Que tão perdida anda,
Sem destino nessa realidade,
Parada deve estar,
Esperando pela bonança da saudade.
 
E mais, o que fazer para entender,
Tanta coisa ao mesmo tempo,
Mesmo distante de uma certeza,
Virou um holocausto da coragem,
De acreditar no tempo com vontade,
E entender a paciência na bondade…

 

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