Avareza

Hoje a avareza, a desordem do Homem pela matéria, corações duros…e o meu de peixes, tão mole ultimamente (aliás, desde sempre….salvem piscinianos…..), vamos ao penúltimo pecado…

Um mundo de guerra,
Um povo cheio de avareza,
A ganância, a falsidade e o materialismo,
É tudo o que impera na nossa realidade.

Onde cabe tamanha dor,
De ver na verdade,
A guerra do Imperador,
Que luta pelo que aqui fica!

O que levo quando partir,
A não ser o que aprendi,
E na alma guardo,
O que de útil me serviu.

Hoje vivo isso,
Um consumo de ânsia,
Para um fim que não tem data,
E um dia que não passa…

Publicado em:  on Fevereiro 28, 2007 at 3:13 am Comentários (1)

Luxúria

Du, my dear friend, quando disse dos pecados capitais, me mandou na hora, a luxúria, então o de hoje, vai para você!!! E o que poderíamos dizer do mesmo, talvez, um pecado interessante…rs…!!

Divina difamação,
Salve a luxúria no meu coração,
Só porque o prazer vence,
A incrível interrogação!

Fechem as portas da razão,
Dê sentido à libido,
Acredite no infinito,
E soltem as feras da ilusão.

Para que diferença,
Onde, nas noites da paixão,
Somos todos iguais,
No breu da emoção!

Orgia, prazer e satisfação,
Fazer feliz o destino passageiro,
O que custa a loucura,
Em momentos de imaginação…

Publicado em:  on Fevereiro 27, 2007 at 3:09 am Comentários (3)

Ira

Segunda-feira deve mesmo ser o dia da Ira…lembrar que voltamos a vida normal ou seria quase normal…

A cólera da desavença,
Realidade nua e crua,
Causa a inadimplência,
De uma fé descomunada.
 
Toma-me a Ira da desilusão,
De saber que no amanhã,
Tão distante do agora,
Não se cabe a esperança,

É a dor do sentido,
E a razão do perdido,
Nem o momento entende,
O que dói no coração.

O que restou do que passou,
As marcas da desavença,
Mais a derrota do amor,
E o machucado que ainda não cicatrizou…

Publicado em:  on Fevereiro 26, 2007 at 3:12 am Comentários (1)

Soberba

Soberba é interessante, uma forma básica do pecado. O fruto proibido de adão, a insana mania de cada um, a ambição a hipocrisia, a arrogância de cada um, em um planeta preenchido de materialistas…


O fruto proibido,
Nosso veneno de cada dia,
Que vençam as tentações,
E superem as indecisões.

A magia soberba,
Que invade o dia-a-dia,
Fazendo a ilusão,
A realidade de uma vida.

A vanglória indecisa,
Perdida na hipocrisia,
Ostenta o materialismo,
Da mentira envaidecida.

São as verdades de cada um,
Que juram orar o perdão,
Se sobrar um, será da imaginação,
Porque só sabem viver, da orgia…

Publicado em:  on Fevereiro 25, 2007 at 3:51 am Deixe um comentário

Preguiça

O que a preguiça de sábado??? Pois é, justamente hoje, encaixa, combina e justifica as vírgulas…

A moléstia da preguiça,
Um sossego perturbante,
Que bate desolente,
Atormentando a minha mente.
 
Nada estimula a vontade,
E o sonho, um pesadelo perdido,
Sem dimensão ou esperança,
Silencia com as mudanças.
 
A força própria,
Esta sem localização,
Não tem encaixe,
Nem mesmo no coração.
 
Só sei deixar, o tempo passar,
Sem contar horas, e nem dias,
E esperar um amanhã,
Que talvez nunca chegará…

Publicado em:  on Fevereiro 24, 2007 at 4:15 am Deixe um comentário

Gula

Uma analise profundo, como dizem as runas, “Deixe fluir suas energias criadoras”… No momento estou na analise dos 7 pecados capitais….no martírio da confusão e do caminho que ando traçando ou passando não sei…Salve então o primeiro pecado, que estarei colocando, e será um por dia, durante hoje e mais seis dias, aquele que está na inspiração, no momento, na confusão do dia…l!! Hoje a Gula, não é a fome da comida, mas, a fome da ganância…
 
Poderosa é à vontade,
Dela ninguém há de vencer,
Ficam-se os reis,
Fujam as rainhas
A gula é a soberana,
Em todas as sombras da maldade!
 
A fome da conquista,
Ultrapassa o limite da razão,
Que se perde nas entre linhas,
Da divina difamação,
Pois da derrota,
Sobram as chanchadas,
E dela a angustia da perda.
 
E para todos,
Tudo acaba em pecado,
Pela fome e pela guerra,
Uma forma de fuga,
Do que não foi,
E talvez nunca será…

Publicado em:  on Fevereiro 23, 2007 at 2:15 am Deixe um comentário

Terceira

Já é a terceira de hoje…criei coragem para colocar pelo menos essa em público… devo estar uma coisa Camões, Da Vinci, Dante….que só o futuro entenderia e talvez explicaria…
 
Esperar o amanhã,
Se nem o hoje ainda vivi,
 
Querer o futuro,
Se nem o agora tenho,
 
Acreditar na vitória,
Se nem lutar consigo,
 
Aprender a verdade,
Se nem a mentira eu sei,
 
Saber amar,
Se nem conjugar o verbo aprendi,
 
E ter vontade de viver,
Se nem sei quem sou…

Publicado em:  on Fevereiro 22, 2007 at 2:10 pm Deixe um comentário

De cinzas…

Continuo refletindo Carnaval, suas marchinhas e alegorias, deve ser isso que me inspirou….aliás, a quarta-feira de cinzas que comandou…

O vento leva a saudade,
De um momento que não passou.
E o calor traz a esperança,
Do que nem mesmo começou.
 
A liberdade corre pelas ruas,
Esquecendo que decisões,
Precisam ser tomadas,
Com suas opiniões.
 
Nada parece se resolver,
Só os Alecrins passando,
Na passarela do momento.
 
E assim as alegorias da vida,
No caminhar de cada dia,
Escondem-se pelas avenidas do coração…

Publicado em:  on Fevereiro 21, 2007 at 10:44 am Deixe um comentário

1800 Colinas…

Hoje a música era “Eu subi mais de 1800 colinas…”, não era esse teor bucólico fervente que queria para a inspiração dessa letra “sambista” fascinante, mas, enfim, foi o que saiu…

Desistir e fugir,
Dois verbos simples,
Conjugação definida,
E tão fácil de dizer.

Persistir e insistir,
Dois verbos complicados,
Conjugação decisiva,
E tão difícil de aplicar.

O remediado,
Quem sabe convence,
O que não terminou,

E o ponto final,
Finaliza um tudo,
Que nem mesmo começou…

Publicado em:  on Fevereiro 16, 2007 at 2:18 am Deixe um comentário

Na linha do mar

Inspiração… e como anda “fervendo”….

Estou saindo do oceano
De ondas Altas,
E indo para o Lago Azul,
Da Paz.

O silêncio reluzente,
Da voz humana que marca,
E o barulho da natureza,
Que agita o que resta.

Talvez a calma invadindo,
A esperança amornando,
E a dor diluindo.
 
São trilhas de uma vida,
Momentos do destino,
E razões que não se explicam…

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Na voz da Divina Clara Nunes, e composição de um dos Imortais do Samba Paulinho da Viola…”Na linha do Mar”


Galo cantou às quatro da manhã
Céu azulou na linha
Do mar
Vou me embora desse
Mundo de ilusão
Quem me vê sorrir,
Não há de me ver

Chorar
Flechas sorrateiras,
Cheias de veneno
Querem atingir o meu
Coração
Mas o meu amor sempre
Tão sereno
Serve de escudo pra
Qualquer ingratidão

Publicado em:  on Fevereiro 14, 2007 at 2:35 am Comentários (1)