Cadê?

Como pode fugir tanto,
Se esconder das verdades,
Às vezes perde-se por meretrizes,
Da mentira e da saudade.

Não quer saber de agir,
E muito menos refletir,
Fica perto da ilusão,
E tão longe da realidade.

E nem sonhando,
Saí algo de pureza ou imaginação,
E tudo por culpa
Da danada da inspiração…

Publicado em:  on Novembro 30, 2006 at 10:32 am Deixe um comentário

Culpa de Sigmund…

Adoro o samba de raiz, aquelas matrizes, hoje tão distantes…estou um pouco “caótica” e “sátira” demais… cantarolando “É hoje” de 1982…..e dessa linda música, cheia de esperança, saiu uma melindra-poesia..tão sórdida de realismo culto-depressivo (nossa, acho que isso é um pouco de Freud, e nem ele se auto explicaria….)……

A minha alegria até atravessou o mar,
Só que se perdeu do outro lado,
E agora não acha a embarcação de volta.

E com certeza não serei o Dono dessa terra,
Onde no breu da realidade,
Sou eu que não me encontro.
 
E para onde foi a gente modesta,
Que por onde passo,
Nem de sombra resta.
 
Fui subindo a serra,
Tentando fugir da solidão,
Um instante da loucura no meio da imensidão.

Cadê a minha euforia,
Tão longe de hoje em dia,
Que não quer saber de melhoria.
 
E ainda assumo ser o menos valente,
Fujo, me escondo, e despercebido passo,
No meio de tanta gente
 
E ainda nego as verdades do espelho,
Que posso caminhar, seguir e melhorar,
Fico no silencio na ideologia da ilusão.

Publicado em:  on Novembro 28, 2006 at 1:14 pm Comentários (2)

Janainas….

Uma música, meu nome, e como tantas outras Janainas, o sonhos, as lembranças, descreve um pouco de mim…. acho que virou uma poesia-desabafo….
 
Biquíni Cavadão


“Ela diz
Que apesar de tudo ela tem sonhos
Ela diz
Que um dia a gente há de ser feliz
Se Deus quiser…..
Janaina é só lembrança de amores guardados
Hoje é apenas mais uma pessoa”
 
Sou como todos,
Mais um ser no espaço,
Um grão na areia,
E uma gota no oceano,
 
Sonho como muitos,
Ainda espero também.
Minha esperança não se perdeu,
Busco com certeza,
A demora talvez esteja no caminho,
Mas, não incomoda,
Pois não desisto.
 
Fugir de um passado,
Se as lembranças,
Ainda deixam marcas guardadas,
Boas, na maioria, e difíceis, como todas.
 
O paladar da vida,
Degusto na sabedoria,
É o que guardo,
Das experiências vividas…

Publicado em:  on at 1:23 am Comentários (2)

Pensar….

Ouvindo um Chico Cesar, “É só pensar em você..”, saiu uma, sei lá porque… acho que foi para a música…

É só pensar em você,
A vida revira,
Os sonhos invadem,
E lá fora a chuva que caí,
Tentando acalmar meu coração.

Nem assim ele sossega,
Esquenta, entontece,
Corre a lembrança do beijo,
O calor do abraço,
E o afago da presença,

Nada acalma,
E nem a chuva molha,
Essa paixão que queima,
Só as lembranças sossegam,
O momento do desatino.

Publicado em:  on Novembro 25, 2006 at 11:59 pm Deixe um comentário

Pensando…

Pensando em alguém, aliás, até sonhei com você (acredito que se ler irá entender de quem falo), e sonho estranho….e ainda me saí essa…..

A crise do desespero,
Me invade, corrói,
E acaba com a esperança,
Que não recorda seus caminhos,
 
Sonho triste da ilusão,
Onde não a resposta e nem conclusão,
Portas que se fecham,
E uma paixão que me acaba,
 
Tenho medo de mim,
Sinto falta da emoção,
Nada mais resta,
A não ser, a compaixão,
 
No meu coração,
Não cabe palavras de alivio,
E a minha vida,
Já não sei por onde anda,
 
Só o silêncio me sobra,
Pois palavras já não consigo mais,
Insisto no verbo,  amar,
E só conjugo o sofrer.

Publicado em:  on Novembro 24, 2006 at 7:05 pm Deixe um comentário

Verbo…

Conjugado, passado, futuro, indefinido…… já nem sei, e ainda tem mais…como diria Cazuza…”Cansado de correr na direção contrária”…., e no simples…peixe vivo, fora d´água……. 


O pão de mais um dia,
Labor de uma jornada,
Cansa, fere e desgasta,
Essa tal realidade.
 
Indignação, fervor, ou apenas dor?
Já não sei respostas,
De perguntas longe de concluídas…
 
O silêncio não cala,
Incomoda, perturba e desarma,
Um coração com a ânsia da esperança.
 
Porque tanto desatino,
Sem glória e nem vitória,
A perturbação de uma mentalidade,
No tão simples verbo Amar.

Publicado em:  on Novembro 23, 2006 at 11:17 am Deixe um comentário

Mais páginas…para um futuro livro…

Salve Du! Mais uma parte da nossa futura obra….rs…

Amigo,
Esse não se acha,
Simplesmente encaixa.
Por onde tem uma esperança,
Sempre tem um na lembrança,
 
Amigo,
Companheiro no silêncio,
Camarada nas risadas,
Uma mão nos obstáculos,
E uma luz no fim do túnel.
 
Amigo,
São poucos no caminho,
E mais alguns de passagem.
De pequena a palavra,
Tão grande o significado.

mao.jpg

Publicado em:  on Novembro 21, 2006 at 2:26 pm Comentários (2)

Terra planeta água…..

O sentido da vida,
Longe de ser compreendido,
Amanhã tão distante,
E um hoje tão vago.
Nem palavras sem encaixam,
Um destino complexo,
São tantas as portas,
Difícil é saber por qual entrar.
A decisão, pode mudar,
Mas, não esperar amanhã,
Porque daí, tudo já pode ser diferente,
De um hoje que seria conveniente.
E tem mais, não adianta tentar entender,
Se nem ao mesmo se sabe,
O porquê esta aqui.
Um planeta terra de água…

Publicado em:  on Novembro 19, 2006 at 6:57 pm Comentários (2)

Os “de Moraes”…..

- Álvares, escutava eu, um de Moraes também….tempos….
- Me lembrou, que é bom passar uma tarde em Itapoã….
- Uma delas, uma delas….
- Será que saí, os seus Deus que me dêem licença….
- Pode passar Mestre….
 
Tempo bom,
Aquele em que passávamos,
No mar, e na areia,
Esperando o dia acabar,
Hoje fico sentado a te esperar,
 
E no silêncio,
Torcendo para que não demore,
Pois as ondas podem baixar,
Mesmo sabendo,
Que a Lua vai chegar,
Não tenho você a me acompanhar,

Aperta aquela saudade,
À noite começando,
Vendo no Infinito,
As estrelas brilhando,
E no meu presente,
Você tão distante.


- O incógnito de Moraes….está bucólico???
- A Dona J. Lisa…..deve ser culpa sua……..
- Mas, não era bom a tarde em Itapoã?
- Bom, mas, acho que acabei ficando com Vinicius, não só com a tarde…..

Publicado em:  on Novembro 17, 2006 at 10:41 am Deixe um comentário

A dor me consome,
E o silêncio impera,
Não tenho alegria,
Só a triste melancolia,

A esperança perdida,
E um beco sem saída,
Sendo essa rua da vida,
Cheia de buracos da ilusão.

Não encontro mais sentido,
A cada passo de um dia,
Só escondo a realidade,
De um desatino em verdade.

Só me resta o fim,
Que já não sei onde fica.
Preciso de coragem,
Tão perdida e em desvantagem.

Publicado em:  on Novembro 14, 2006 at 10:16 am Deixe um comentário